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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Pedido de Ano Novo


Menina da cor da lua
ilumina com a alma sua
as trevas da minha solidão
e aquece com seu sol
o inverno da minha vida
nestes tristes dias de verão... 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Em verdade



Em verdade, em verdade
posso apenas afirmar
que a vida me invade
em Curitiba-Paraná
quando vejo seus cabelos
soltos pelo ar...

Em verdade, em verdade
posso apenas sonhar
com um mundo melhor
mesmo onde não há,
ainda que você
não queira ser meu lar...

Em verdade, em verdade
posso apenas poetar
para embelezar o mundo
e a vida em  qualquer lugar
onde possa encontrar sua alma
ou ela possa me encontrar...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Registro


Por estes dias senti uma dor...
Uma dor sofrida e gostosa
que nunca sentira antes.
Era a dor de cólica, de contração...
                                  Dor que antecede um nascimento.
Já estava com dez de dilatação,
quando de meu ventre nasceu um texto;
após uma longa e cansativa gestação.
Ainda estou para escolher um nome...
Mas para isso, preciso saber seu sexo.
O que me parece um tanto complexo...
Difícil dizer se é poema ou poesia,
se é menino ou menina...
Só espero que de alguma forma
sua face se pareça à minha.
                                                           

domingo, 6 de novembro de 2016

Meu niver...



Parabéns para mim... 35 anos, corpinho de 53... Kkkkk... 35 anos vividos... 35 anos de altos e baixos... 35 anos seguindo em frente, independente das dificuldades... 35 anos de sonhos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Jardim de inverno



Dependendo da sorte
encontramos na Morte
um certo abrigo,
um ombro amigo.
Para alguns ela determina o fim,
mas isso não sei se é verdade.
Apenas sei que o cemitério é um jardim
de pessoas, de tempo e saudade...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sobre outubro, novamente...


Em outubro, o poema "Sentido" fez parte da Revista Poética Brasileira... Para conferir a revista, é só clicar no link abaixo...


Ainda sobre o mês de setembro



De setembro só ficou faltando atualizar a minha participação na Antologia Logos do mês em questão com o poema "Sonhos siameses"... Para acessar esta revista eletrônica é só clicar no link abaixo ou copiá-lo na caixa de endereço.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

E por falar em Dia das Crianças...

O Dia das Crianças foi ontem, mas para quem se permite sonhar, o Dia das Crianças é todo dia...







Minha entrevista para o 3ºFLAL



Fiquei devendo a quem acompanha o meu blog, a minha entrevista cedida ao 3º FLAL - Festival de Literatura e Artes Literárias. Escritores contemporâneos perguntaram e eu respondi, sem "mi-mi-mi". Quem quiser me conhecer um pouco mais, segue abaixo a entrevista na íntegra...



ENTREVISTA com o escritor Igor Soares Veiga


Michelle Paranhos: Você gosta de se ater a um único gênero e/ ou estilo literário ou gosta do desafio de variar a cada obra?

Resposta: Agrada-me muito o desafio de variar. Na verdade, em cada livro que escrevo idealizo um projeto próprio para cada um. Como me dedico mais a poemas, gosto que eles dialoguem entre si, ou seja, que em comunhão eles ditem a temática e a perspectiva de cada obra, ainda que cada um em si tenha um significado distinto.

Ana Cecília Togni: Horário preferido de escrita?

Resposta: Varia bastante. Geralmente depende do acento da inspiração. Todavia, à noite é um pouco melhor devido à aura de silêncio que permite uma concentração maior.

Paula Lessa: Qualquer um pode escrever um livro?

Resposta: Qualquer um pode escrever, porém, com qualidade, nem todo mundo.

Onesimo Marcelo: Quais foram/Quais são as suas influências na arte de escrever?

Resposta: Sou influenciado a todo instante nesta arte. Este é um processo constante. Mas, tenho algumas preferências. Na prosa, por exemplo, gosto de Dalton Trevisan, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Luís Fernando Veríssimo, Ivana Arruda Leite, Marina Colasanti, Ruth Rocha, Clarice Lispector, Miguel de Cervantes, Julio Cortázar, Edgar Allan Poe, Agatha Christie, Lewis Carroll e Stephen King. Na poesia, nomes como Helena Kolody, Alice Ruiz, Paulo Leminski, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Mário Quintana, João Cabral de Melo Neto, Manoel de Barros, Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, Antonio Machado e Bertolt Brecht sempre me inspiraram demais, porém, o poeta que mais me influencia é José Paulo Paes. Ultimamente, tenho acompanhado e sido influenciado – positivamente – pelos poetas da Feira do Poeta de Curitiba e do projeto do Folhetim dos Poetas Malditos. Sinto-me abençoado por estas experiências que me dão a certeza de que existe muito talento sendo revelado em minha cidade.

Ricardo Faria: Quais as dificuldades encontradas para divulgação de sua(s) obra(s)?

Resposta: Pelo fato de muitas editoras considerarem poesia como algo “não comercial” é difícil conseguir publicar uma obra através de alguma grande editora. Geralmente a procura das editoras é por escritores de prosa ou até mesmo de alguma literatura de autoajuda, pois estas podem apresentar um maior apelo comercial dependendo do público-alvo – principalmente, como filmes da moda. Lançar um livro de modo independente acaba sendo um caminho árduo demais, pois muitas vezes, podemos acabar pagando para ser lido.

Nell Morato: Como, quando e por que você começou a escrever?

Resposta: Após conhecer a obra “Melhores Poemas” de José Paulo Paes e um pouco da história da vida deste autor me senti muito inspirado para começar a rabiscar meus primeiros poemas. E isso começou a ganhar uma dimensão maior conforme fui tendo algumas paixonites na adolescência e no início da vida adulta. Tal qual José Paulo Paes conquistou com poesias Dora – a bailarina que foi o grande amor da vida dele –, comecei a conquistar algumas moças pelas quais me interessei pelo percurso da minha vida. Estes relacionamentos passaram, mas a poesia ficou. Hoje escrevo para deixar o mundo e o meu mundo mais bonito.

Pris Magalhães: Pra você, o que qualifica uma obra de qualidade?

Resposta: Na minha modesta opinião, creio que uma obra de qualidade – principalmente no caso da poesia –, passa pelo crivo não apenas da habilidade no trato com as palavras, mas também pela veracidade e intencionalidade que se emprega no que se escreve. É preciso antes de mais nada sentir o que se escreve, para depois seduzir e impactar o leitor, para que este possa participar ativamente da experiência leitora e quem sabe mudar interiormente. Nesta perspectiva, uma obra de qualidade pode mudar o leitor, o modo como este vê o mundo. Portanto, uma obra de qualidade pode aos poucos mudar o mundo.

Lair Silva: Você acha que as escolas deveriam incentivar mais os alunos a escrever, mostrar para eles essa magia? Para assim descobrir, quem sabe, um escritor?

Resposta: Não apenas deveriam como devem. Creio que por pior que seja a crise educacional que estamos enfrentando, podemos ter futuros escritores em perspectiva nas escolas, sejam elas particulares ou públicas. Atuo como professor e com base na minha prática diária, vejo que hoje em dia é difícil garimpar talentos, uma vez que em sua maioria os alunos já vêm determinados e condicionados a não aprender, pois não foram educados para o aprendizado em suas casas. Estão geralmente abandonados à própria sorte pelas suas famílias que não fazem ideia da “vida escolar” que os mesmos “desempenham” nas escolas. Muitos só pensam em caçar Pokémon, mexer no celular ou se dedicar a assuntos banais e superficiais. Parece que não querem sequer pensar, quanto mais se expressar por meio da escrita.

Tatiana Da Cunha Domingues: O que podemos esperar de suas obras?

Resposta: Podem esperar muita vida, muita dedicação, muita verdade e muito carinho pelo que faço. Podem esperar muita quebra de expectativa, pois gosto de surpreender. Em suma, podem esperar tudo, tudo mesmo.

Luciana Do Rocio Mallon: Escrever é apenas um passatempo, ou, no seu caso é uma profissão que garante a sobrevivência?
Resposta: Para mim, escrever é tudo. É minha vida. Está em mim. Simplesmente. É um passatempo e é uma profissão. É brincadeira e é coisa séria. Não digo que seja algo que garanta minha sobrevivência financeira, mas que garanta a minha sobrevivência humana diante do inferno diário que é viver e conviver com tantas injustiças neste mundo. 

Ironi Jaeger: O que significa o conceito de “independência” no universo literário?

Resposta: Complicado falar deste conceito abrangendo o universo literário como um todo. Porém, na minha modesta opinião, creio que seja a possibilidade de um autor poder editar o seu livro do jeito que quiser, não se deixando prender apenas a um público-alvo, a fórmulas prontas e a metas de vendagem. É poder escrever sobre qualquer coisa, sobre qualquer assunto, sem se preocupar em agradar aos críticos literários. Em suma, é poder se expressar livremente, uma vez que a arte literária – e todas as outras formas de arte – não deve ter amarras.

Elizabeth Machado Salles: Planos para o futuro? Quais? E qual você deseja realizar ainda esse ano?

Resposta: Este ano tem sido muito especial para mim na Poesia, pois consegui vários feitos e tenho sido constantemente convidado para diversos projetos. Dentre eles, pretendo concluir minha participação em um romance policial que está sendo elaborado pelo grupo “Poetas Malditos” – inúmeros poetas talentosos que estão se aventurando na Prosa; quero executar com êxito a minha participação como consultor no projeto “Poesias Encantadas X” promovido pela Editora Becalete; e se possível entre este ano e o próximo, quero lançar o meu primeiro livro de poemas que já está escrito há um certo tempo – só falta editar e publicar. Aliás, na última vez que contabilizei os meus poemas, descobri que já havia mais de 300 escritos. Porém, como escrevo praticamente todo dia, acredito que este número deve estar um pouco mais além. Por último, quero ver se dou andamento em outro projeto que tenho como professor: lançar uma antologia dos textos dos meus alunos. Ah, e tenho também o desejo de um dia participar do “Encontro Mundial de Poetas” que ocorre no México todo ano. Quem sabe... Como deu para perceber, há muito ainda para ser feito.

Pra não dizer que não falei das árvores...



No dia 25 de setembro, participei da iniciativa do grupo "Escritibas na Rua" que visava o "enfeite" do Passeio Público de Curitiba através de poemas de poetas locais. Cada poema foi pendurado nas árvores do local - sem ferí-las, é bom que se diga - e  veio em consonância com o Dia da Árvore. Ao mesmo tempo que se valorou as árvores, se valorou a poesia. Poesia e natureza, combinação perfeita. Fiquei muito honrado em ter feito parte disso. Como nunca desenhei um coração em alguma árvore - até por convicções próprias -, achei oportuno a exposição de um poema romântico. A notícia é meio velhinha, mas acredito que devia isso a quem acompanha o meu blog...

sábado, 8 de outubro de 2016

CONEXÃO II - Feira do Poeta




Quem estiver em Curitiba não pode deixar de prestigiar o lançamento desta antologia que conta com poetas contemporâneos relevantes desta cidade. Aliás, me sinto muito honrado em fazer parte deste livro. Tal evento ocorrerá no Largo da Ordem, neste domingo (09/10/2016) das 10:00 às 14:00. Nos encontramos lá...

sábado, 17 de setembro de 2016

A todo vapor



A todo amor

Tudo na vida evapora,
tal qual o tempo
que passa no momento
exato de agora.
Assim sendo,
 ainda que lento
sigo em frente,
me (re) invento,
mesmo sem saber
quando irei embora.
Por hora, apenas contemplo
uma chuva triste que chora
de modo violento
- aqui dentro e lá fora -
lágrimas ao vento...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Colmeia


Um enxame de ideias
na minha cabeça
faz com que eu
simplesmente
aconteça
...

Poesias Encantadas X



Recebi um convite que muito me honra: ser consultor neste empreendimento tão valioso que, ao longo de sua história revelou diversos poetas talentosos. Participarei também com alguns poemas meus. Muita coisa boa vem por aí. Não percam esta oportunidade!!! Para maiores detalhes, acessem www.editorabecalete.com.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vontade


Sinto frustração
e uma singular agonia
sufoca minha paz...
Não posso estrangular
em minha poesia
toda a hipocrisia
dos falsos moralistas
que poluem o mundo
e a nossa vida.
Ah, se Deus me permitisse
ao menos um segundo
travar a língua, a voz
de quem impõe a sua verdade
como sendo absoluta,
que enche nossa mente de nós
e a nossa alma de culpa...
Mas sou apenas um poeta,
um simples aprendiz de feiticeiro
que tem uma vontade inquieta
de viver cada sonho por inteiro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Um sonho realizado


Tarde inesquecível... No dia 11/08/2006 realizei um sonho: conheci - pessoalmente - a lenda da poesia curitibana, Alice Ruiz. Pessoa que estimo e que me inspira na arte da palavra.

domingo, 21 de agosto de 2016

Participação na Antologia Logos



Abaixo segue o link para ver minha participação na Antologia Logos no mês de Julho... Basta copiar e colar o link na barra de endereço. Muito grato por mais esta oportunidade.

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/L21/LOGOS21-Jul2016-P-20.htm


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sonhos siameses


Passam horas,
passam dias,
passam meses...
Continuo sonhando
com ela e com os nossos
sonhos siameses...

Surgem em minha mente
como que de repente
por várias vezes...
Como pássaros que buscam
um clima mais quente...
Feito flashes de fotos
que sempre vem, vão e voltam...

Em meio às crises...
Em meio às cruzes...
Em meio a parentes...
Fomos apenas um
mesmo sendo diferentes...
Tal qual os nossos
sonhos siameses.

Mas tudo que é bom
acaba, simplesmente,
independente dos vieses
que passam pela gente...
Tudo que é som
um dia silencia,
vira “somente”...
Tudo que é noite
amanhece, vira dia...
Tudo que é dor
pode virar poesia...
Tudo que é especial
pode acabar sendo igual...

Toda doce alegria
pode gerar lágrimas de sal...
Todo amor do mundo
pode se mostrar traiçoeiro...
Aquilo que aparenta ser sonho
pode se revelar pesadelo...

Posso sentir tudo isso
em cada fio de cabelo
ou na cortante lâmina
de um discreto sorriso
em alguma esquina,
em algum coletivo,
tateando na vida
uma solução, uma saída
para o labirinto impreciso
de cada experiência vivida.

domingo, 31 de julho de 2016

Sentido



O meu sentimento
é como o vento
que sopra forte
e traz alento.

O meu sentimento
é tão profundo
que não se encontra
neste mundo.

O meu sentimento
parece cimento
de tão concreto
que é este afeto.

O meu sentimento
é somente meu
e ao mesmo tempo
é todo seu...






quarta-feira, 27 de julho de 2016

Gênesis



Naquele jardim social
de ideias mortas,
moscas florescem
nas paixões decompostas.

Naquele jardim social
não há uma sombra sequer
de um sonho marginal
que semeie a fé
em uma estrela qualquer.

Naquele jardim social
tudo permanecerá igual.
Tudo permanecerá triste
naquele imenso jardim.

A caridade já não existe.
No princípio era o fim...


terça-feira, 26 de julho de 2016

Um poeta maldito... Que bom.



Nunca pensei que me sentiria tão honrado em ser um "Poeta Maldito". Me orgulho muito em fazer parte deste grandioso projeto... Vem muita coisa boa por aí. Aguardem!







sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cemitério de Ilusões


Nesta vida já vi de tudo!...
Vi nações seguirem seus ideais
e logo serem reduzidas a pó...
Apesar de triste é melhor
morrer unido do que
só.
Gosto de gritar até ficar rouco,
Mesmo que para os outros
eu represente
a figura de um louco.
Quando grito extravaso a minha agonia
por viver em uma Terra
tão mesquinha e tão fria...
Quando enlouqueço transo com a Liberdade!...
Ainda que para alguns isto esteja
completamente fora da realidade.
No meu dicionário tem de tudo...
De palavras macias a palavrões!
No meu cérebro são tantas
as fusões e as confusões
que meus olhos lacrimejam
com o passar das estações.
Às vezes me sinto enterrado vivo
neste Cemitério de Ilusões...


sábado, 16 de julho de 2016

PER VERSO



A todas as vítimas de violência...


Você pode invadir minha casa,
fazer escândalo e ameaças
para se apoderar dela.
Você pode querer me matar,
roubar o meu carro
e me riscar de sua memória.
Você pode quebrar meu violão,
oprimir os meus sonhos
e rasgar minhas roupas.
Você pode me agredir,
denegrir minha imagem
e queimar tudo o que me pertence
- inclusive qualquer documento.
Mas tudo isso de nada adianta,
pois minha poesia você não alcança.
Ela está livre e solta no tempo...